
A iniciativa Track 1.5 Brasil & Alemanha lança recomendações estruturadas para acelerar a implementação da NDC brasileira, integrando ciência, diplomacia e justiça climática.
Num momento decisivo para o futuro do planeta, Brasil e Alemanha anunciam uma cooperação inédita para fortalecer a ação climática com base científica e soluções concretas. Trata-se da iniciativa Track 1.5 Brasil & Alemanha sobre Política Climática Ambiciosa, construída ao longo de 2025 por uma rede de especialistas dos dois países, cujos resultados serão apresentados durante a COP30, em Belém, como modelo de diplomacia climática baseada na escuta, na confiança e na busca de resultados estruturantes.
Coordenada por Sérgio Xavier, enviado especial do Brasil para a COP e secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), e por Dirk Messner, presidente da Agência Ambiental da Alemanha (UBA), a iniciativa mobilizou nomes estratégicos dos governos, da sociedade civil, do setor privado e da academia.
O processo articulou quatro eixos estratégicos de ação: produção de fertilizantes verdes, cadeia de aço verde, transformação digital com protagonismo indígena e inteligência artificial, e a proposta de perdão da dívida externa dos países amazônicos como mecanismo de justiça climática.
A iniciativa fortaleceu o alinhamento técnico entre Brasil e Alemanha em temas prioritários, consolidando uma base para o posicionamento conjunto dos dois países nos espaços multilaterais. Mas mais do que isso, representa um salto de maturidade na diplomacia climática, em que o processo de construção ganha tanta relevância quanto os resultados em si.
Os resultados do Track 1.5 serão apresentados no dia 13 de novembro, no espaço do Ministério do Meio Ambiente, no Pavilhão do Brasil da COP30, em Belém.
O evento contará com autoridades dos dois países, lideranças da sociedade civil e do setor privado, com transmissão ao vivo e tradução simultânea.
Um processo que continua
Com metodologia inovadora e foco em soluções concretas de curto e médio prazo, o Track 1.5 seguirá mobilizando redes, instituições e territórios ao longo de 2025 e 2026. A expectativa é que as recomendações inspirem políticas públicas, orientem investimentos e ampliem o protagonismo climático do Brasil, com atenção especial a territórios vulneráveis, povos indígenas e juventudes.