Em visita ao estado do Amazonas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a criação de uma Autoridade Climática, que terá como objetivo principal enfrentar as tragédias causadas pelas mudanças climáticas. Essa medida é uma resposta às frequentes crises ambientais que o Brasil tem enfrentado, em especial as relacionadas a eventos climáticos extremos, como enchentes, secas e incêndios florestais.
O presidente destacou que o foco central da iniciativa será a adaptação e preparação para esses fenômenos climáticos extremos. Para isso, será criado um comitê técnico-científico que terá o papel de dar suporte e articular a implementação de ações coordenadas pelo governo federal. Lula também ressaltou a importância de acelerar políticas públicas a partir de um plano nacional que enfrente os riscos climáticos, aumentando a capacidade do país de mitigar os impactos e proteger a população.
A criação da Autoridade Climática retoma uma promessa de campanha de Lula, que havia sido originalmente apresentada durante sua candidatura, em 2022, quando Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, aderiu à sua campanha. Após a vitória nas eleições, o projeto havia sido deixado de lado, sendo uma das justificativas a restrição orçamentária. Agora, com a necessidade urgente de enfrentar os desafios impostos pela crise climática global, o governo decidiu dar andamento à proposta.
Este anúncio sinaliza uma tentativa do governo brasileiro de fortalecer as ações climáticas nacionais, promovendo uma governança mais integrada e técnica para enfrentar os riscos associados às mudanças climáticas. A nova autoridade deverá se concentrar em criar as condições necessárias para uma resposta eficaz e coordenada, não apenas a nível federal, mas em parceria com estados e municípios.
Esse esforço reflete o compromisso do Brasil em atender as metas globais de adaptação e mitigação climática, um movimento alinhado às expectativas da sociedade civil e dos compromissos internacionais, como o Acordo de Paris.